Dois anos da tragédia do Arcanjo 04: helicóptero bateu em serra e matou 6 bombeiros
Acidente ocorreu em 11 de outubro de 2024, quando a aeronave voltava de combate a incêndio florestal na Região Central de Minas
Foto: Reprodução/Redes sociais
Minas Gerais relembra neste domingo, 11 de outubro, uma das maiores tragédias da história do Corpo de Bombeiros do estado. Há exatamente dois anos, o helicóptero Arcanjo 04 bateu contra a Serra de Ouro Preto, na Região Central de Minas, e matou seis bombeiros que estavam a bordo. Os destroços da aeronave e os corpos ficaram espalhados em um raio de 100 metros do local do acidente, segundo informações divulgadas na época.
A aeronave estava a serviço do Instituto Chico Mendes e atuava no combate a incêndios florestais na região. O helicóptero voltaria para Belo Horizonte quando bateu contra a serra. De acordo com informações da época, o Arcanjo não conseguiu passar por cima da serra e colidiu quando estava a cerca de 25 metros do pico. O local era muito íngreme e o resgate dos corpos foi feito com cordas e técnicas de montanhismo e rapel.
Entenda em 1 minutoA tragédia do Arcanjo 04
Infográfico: Clarim BH
As vítimas
Morreram no acidente o capitão Wilker Tadeu Alves, que pilotava a aeronave, o tenente Victor Sterling, os sargentos Wellerson e Gabriel, o médico Rodrigo Trindade e o enfermeiro do Samu Bruno Sudário. Todos os corpos foram retirados no mesmo dia. Os bombeiros empenhados na operação tinham experiência para operar em condições climáticas severas, informou o Corpo de Bombeiros na época.
Três dos bombeiros que morreram na tragédia tinham atuado nas buscas em Brumadinho após o rompimento da barragem. O capitão Wilker trabalhou nas operações aéreas, e os sargentos Wellerson e Gabriel atuaram nas buscas terrestres. O médico Rodrigo Trindade trabalhava na UPA Ressaca, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Esse foi o primeiro acidente aéreo com vítimas fatais entre bombeiros de Minas.
Coincidência triste
A data do aniversário da tragédia coincide com o velório e sepultamento de três policiais militares mortos na queda de um avião da Polícia Militar, na última sexta-feira, 9 de outubro, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço. O tenente-coronel Luiz Fernando Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice dos Santos Oliveira Almeida morreram quando a aeronave caiu nas proximidades do Aeroporto de Ipatinga.
Os corpos foram velados neste domingo na Academia de Polícia Militar, no bairro Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, e seguiram para sepultamento no Cemitério Bosque da Esperança, no bairro Jaqueline, Região de Venda Nova. Durante o velório, o governador Mateus Simões prestou homenagem aos militares e relembrou a tragédia dos bombeiros. “Cada uma dessas despedidas é um momento de muita tristeza”, disse, segundo informações divulgadas.
Com informações do Corpo de Bombeiros.



