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DEFESA DO CONSUMIDOR

Procon-MPMG multa Agibank em R$ 886 mil por descontar empréstimo não contratado do INSS

Procon do MP-MG aplicou punição ao Agibank após denúncias de aposentados que receberam dinheiro sem pedir e tiveram benefício comprometido

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Procon-MPMG multa Agibank em R$ 886 mil por descontar empréstimo não contratado do INSS

Foto: Divulgação/ MPMG

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais aplicou uma multa de R$ 886.684,08 ao banco Agibank por práticas abusivas com aposentados e pensionistas do INSS. Segundo o MP, o banco depositou dinheiro na conta de clientes sem autorização e começou a descontar valores direto do benefício previdenciário.

A punição foi aplicada pela Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte depois de investigações que partiram de denúncias. De acordo com a apuração, os consumidores não pediam o empréstimo consignado nem o cartão de crédito consignado, mas recebiam o dinheiro na conta e tinham a margem consignável comprometida.

Entenda em 1 minutoA punição aplicada pelo MP

R$ 886 milValor da multa aplicada ao banco Agibank
Sem pedidoDinheiro foi depositado sem autorização dos clientes
INSSDescontos eram feitos direto no benefício previdenciário
TelesaqueLimite do cartão virava dinheiro na conta do cliente
RecusouBanco não respondeu proposta de acordo com o MP

Infográfico: Clarim BH

O que o banco fez de errado

A investigação mostrou que o Agibank liberou dinheiro sem autorização prévia dos clientes, descontou valores do INSS sem que as pessoas tivessem pedido e não explicou com clareza os juros, encargos e riscos das operações. Segundo o MP, em um dos casos uma consumidora recebeu dinheiro de empréstimo que não contratou. Ela entrou na Justiça, conseguiu anular o contrato, parar os descontos e ainda recebeu indenização por danos morais.

O MP também encontrou problemas na documentação de cartão de crédito consignado. De acordo com a apuração, o banco usou a mesma foto em diferentes etapas do cadastro e não informou as taxas de juros nem o Custo Efetivo Total (CET). A investigação identificou ainda a prática do telesaque, que é quando o limite do cartão vira dinheiro na conta.

Entenda o risco do cartão consignado

O cartão de crédito consignado é diferente do empréstimo consignado tradicional. Segundo o MP, o cartão tende a aumentar a dívida porque o desconto automático na aposentadoria ou pensão pode quitar só o pagamento mínimo da fatura. O restante fica acumulando juros e taxas todo mês.

De acordo com a Promotoria, a falta de clareza do banco levou as pessoas a pensarem que estavam contratando um empréstimo comum, sem entender os custos de verdade. O MP destacou que liberar dinheiro, reservar margem consignável e fazer cobranças só pode acontecer com autorização clara do cliente.

Banco não quis acordo

Segundo o MP, o Agibank teve a chance de assinar Termo de Ajustamento de Conduta e Transação Administrativa, mas não respondeu às propostas. A multa foi aplicada como sanção administrativa.

Com informações do Ministério Público de Minas Gerais.

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