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JUSTIÇA

STJ manda TJ rever decisão sobre superlotação nas Centrais de Flagrantes de BH

Ministério Público cobra que todas as irregularidades nas Ceflans sejam julgadas, incluindo falta de celas para mulheres e problemas estruturais

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STJ manda TJ rever decisão sobre superlotação nas Centrais de Flagrantes de BH

Foto: Superior Tribunal de Justiça em Brasília, a capital do Brasil. Vista externa da entrada principal.

O Superior Tribunal de Justiça determinou que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais faça um novo julgamento sobre a superlotação e os problemas estruturais nas Centrais de Flagrantes da Grande BH. A decisão atende pedido do Ministério Público de Minas Gerais, que entrou com ação contra o governo do estado.

O MP identificou várias irregularidades nas unidades, como superlotação e condições ruins de custódia dos presos. O órgão pediu mudanças na estrutura das Ceflans e medidas para acabar com o excesso de gente detida.

Entenda em 1 minutoEntenda a decisão do STJ

3 refeiçõesTJ determinou três por dia aos presos nas Ceflans
R$ 50Multa por cada refeição não servida aos internos
CelasMP cobra espaço para mulheres, previsto em lei
Novo julg.STJ manda TJ analisar pontos que ficaram de fora

Infográfico: Clarim BH

O que aconteceu até agora

O Tribunal de Justiça de Minas julgou parte das denúncias e determinou que os presos recebam três refeições por dia. A decisão prevê multa de R$ 50 para cada refeição que não for servida. Tanto o governo quanto o MP recorreram da sentença.

O TJ manteve a decisão e reconheceu que a superlotação é uma falha do estado que pode ser controlada pela Justiça. Mas o tribunal disse que obras, reformas e mudanças na estrutura dependem de planejamento, estudos técnicos e verba, o que cabe ao governo decidir.

Por que o STJ mandou julgar de novo

O Ministério Público apontou que o TJ não respondeu a vários pontos importantes. Entre eles, a falta de celas para mulheres nas Ceflans, como prevê a Lei de Execução Penal. O MP também pediu que o governo apresentasse projetos, medidas e documentos sobre os recursos destinados a resolver a superlotação no sistema prisional.

O ministro Sérgio Kukina, relator do processo no STJ, reconheceu que o TJ deixou de analisar argumentos importantes que podem mudar o resultado da decisão.

O que a polícia diz

A Polícia Civil de Minas Gerais foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta reportagem.

Com informações do Ministério Público de Minas Gerais.

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