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Piscina suja ou lote abandonado na sua rua? Prefeitura de BH pede denúncia para barrar a dengue; veja como fazer

Denúncia pode ser anônima, pelo 156 ou pelo aplicativo. Governo de Minas já se prepara para uma possível nova epidemia em 2027

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Agente de combate a endemias verifica prato de planta durante vistoria contra a dengue em BH
Agente de combate a endemias verifica prato de planta durante vistoria em BH. Foto: Leila Porto/PBH

Com a volta da chuva, a Prefeitura de Belo Horizonte passou a pedir ajuda dos moradores para achar os lugares onde o mosquito da dengue se cria. Quem souber de piscina abandonada, lote cheio de entulho, obra parada ou qualquer ponto com água acumulada pode denunciar, inclusive sem se identificar.

O pedido vem num momento de alerta. O governo de Minas já trabalha com a possibilidade de uma nova epidemia em 2027, por causa do histórico da doença, que costuma voltar em ciclos, e da previsão de calor e chuva para os próximos meses.

Como denunciar

  • Telefone 156: a ligação pode ser anônima.
  • Aplicativo BHSIM: também aceita denúncia sem identificação.
  • Portal de Serviços da PBH: em servicos.pbh.gov.br, no serviço de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.

O que acontece depois

A denúncia vai para as equipes de Zoonoses da regional. Um agente visita o endereço e orienta o dono ou responsável sobre o que precisa ser corrigido. Se houver foco do mosquito, a pessoa recebe um prazo para resolver. Se na volta do agente o problema continuar, o caso pode ser encaminhado para a fiscalização sanitária ou urbanística.

Segundo a Prefeitura, os motivos mais comuns das denúncias são imóveis abandonados, obras inacabadas e piscinas sem manutenção. Borracharias, ferros-velhos e oficinas também entram na lista.

Os números

  • Em BH: de janeiro a setembro deste ano, a cidade recebeu cerca de 1,2 mil denúncias de possíveis focos. Em todo o ano passado foram mais de 1,7 mil pedidos de vistoria.
  • Em Minas, em 2026: até 25 de setembro, o estado somava 63.647 casos prováveis de dengue e 49 mortes.
  • O tamanho do risco: em 2024, ano da última grande epidemia, foram mais de 1,6 milhão de casos prováveis e 1.324 mortes no estado.

Dez minutos por semana dentro de casa

A maior parte dos focos fica dentro dos imóveis. A recomendação é fazer uma vistoria rápida uma vez por semana:

  • tirar os pratinhos dos vasos de planta;
  • manter a caixa d’água fechada e vedada;
  • guardar pneus em lugar coberto ou levar a uma URPV;
  • lavar as vasilhas de água dos animais;
  • limpar calhas e telhas;
  • esvaziar a bandeja externa da geladeira e do ar-condicionado;
  • manter a piscina limpa e com cloro;
  • colocar tela nos ralos.

Tem um lote ou imóvel abandonado na sua rua e ninguém resolve? Mande para o Clarim Cobra. A redação publica, cobra o órgão responsável e conta os dias até a solução.

Com informações da Prefeitura de Belo Horizonte e do portal Metrópoles.

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