Pular para o conteúdo
Radio Positiva Web 24 horas no Ar
Oferecimento: Dj Cejota
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Projeto em Minas proíbe divulgar nome e imagem de mulheres agredidas: multa chega a R$ 50 mil

Proposta que proíbe mostrar nome e imagem de vítimas de violência doméstica e feminicídio está pronta para votação no Plenário.

Compartilhar WhatsApp Facebook X
Projeto em Minas proíbe divulgar nome e imagem de mulheres agredidas

Foto: Willian Dias

Um projeto de lei pronto para ser votado no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais quer proibir o uso do nome ou da imagem de mulheres vítimas de violência doméstica e feminicídio em mídias, propagandas ou entrevistas. A proposta de autoria da deputada Nayara Rocha (PP) vale para meios impressos ou digitais e começa a valer a partir da concessão de medida protetiva de urgência da Lei Maria da Penha, segundo informou a Assembleia.

O objetivo do texto é evitar a revitimização, que acontece quando a vítima sofre novas formas de violência por causa da divulgação pública do caso. Nesta terça-feira, o projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Ricardo Campos (PT), na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A proposição segue agora para votação preliminar em primeiro turno no Plenário.

Entenda em 1 minutoRegras do projeto de lei

R$ 10 milValor da multa básica por descumprir a regra.
R$ 50 milValor da multa em caso de reincidência.
48 horasPrazo para retirar conteúdos do ar após notificação.

Infográfico: Clarim BH, com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Multas e prazos

  • Retirada: Conteúdos já publicados devem sair do ar em até 48 horas após a notificação do responsável.
  • Multa: O descumprimento pode gerar multa de R$ 10 mil, que sobe para R$ 50 mil se houver reincidência.
  • Destino: O dinheiro arrecadado será usado em políticas públicas para proteger as mulheres.

Justificativa e dados

  • Crescimento: O relatório cita dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostrando que os feminicídios no país passaram de quase 500 em 2015 para mais de 1.500 em 2025.
  • Crítica: Segundo o relator, com base em dados do Instituto Patrícia Galvão, muitas notícias tratam o crime como loucura ou usam estereótipos que invertem a culpa para a vítima.

Com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Leia também