ANP coleta combustível da Pampulha para perícia após 2 quedas de avião e 4 mortes
Dois aviões caíram no mesmo dia na última sexta, logo após decolar do aeroporto de BH. Investigação apura se combustível adulterado causou acidentes
Foto: Aeroporto da Pampulha em obras. Vilasa Construtora / divulgação
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recolheu amostras de combustível no Aeroporto da Pampulha, regional Pampulha de Belo Horizonte, na terça-feira (13). A coleta foi feita para investigar se o produto estava adulterado ou com problema de qualidade. A suspeita surgiu após duas aeronaves caírem no mesmo dia, sexta-feira (9), logo depois de decolar do aeroporto. Os acidentes mataram quatro pessoas.
Segundo a ANP, os fiscais também examinaram os registros das operações de abastecimento no local. A última fiscalização feita nos fornecedores do aeroporto tinha acontecido em outubro de 2025, e nenhum problema no combustível foi encontrado na ocasião. Se os testes em laboratório mostrarem que há irregularidade grave nas amostras agora coletadas, o órgão pode adotar medidas como interditar as distribuidoras.
Entenda em 1 minutoEntenda os acidentes
Infográfico: Clarim BH
Os dois acidentes
Na manhã de sexta (9), um avião monomotor bateu em um poste e caiu no pátio de manutenção do metrô, na Estação São Gabriel, em Belo Horizonte. A queda provocou explosão e incêndio. O piloto, de 31 anos, era o único ocupante e morreu no local. Ele fazia um voo de teste com destino a Juatuba, na Grande BH.
No fim da tarde do mesmo dia, por volta das 16h20, um avião bimotor da Polícia Militar de Minas Gerais caiu às margens da BR-458, perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. A aeronave também estava em voo de checagem. Três policiais militares morreram: um tenente-coronel e duas tenentes.
O que diz o aeroporto
A administração do Aeroporto da Pampulha informou que está colaborando com as autoridades e prestando apoio às investigações. Em nota, o aeroporto afirmou que não faz o abastecimento de aviões. Esse serviço é feito por empresas especializadas, que são responsáveis pela qualidade do combustível e pelo cumprimento das normas.
Investigação em andamento
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os registros das duas aeronaves estavam regulares, e as manutenções estavam em dia. As causas oficiais das duas tragédias seguem sob investigação pela Polícia Civil de Minas Gerais e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Com informações da Polícia Civil e da ANP.


