Como as abelhas ajudam a recuperar áreas atingidas por rejeitos em Minas
Pesquisas em Mariana e Brumadinho mostram como os insetos ajudam na reprodução da vegetação após desastres ambientais.
Abelhas nativas auxiliam na reprodução da vegetação em áreas de Minas Gerais. Foto: Divulgação/Vale
Estudos realizados em Mariana e Brumadinho revelam a participação de abelhas nativas na recuperação de locais afetados por tragédias ligadas a barragens. Ao buscarem alimento, os insetos transportam o pólen entre as plantas, ação fundamental para a reprodução da vegetação e o surgimento de novas mudas.
Em Brumadinho, local do acidente na Mina Córrego do Feijão, um acompanhamento feito por biólogos da Vale identificou 35 tipos de abelhas sem ferrão e mais de 900 colmeias. Já em Mariana, região atingida pelo rompimento da barragem de Fundão, uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais apontou que os locais cobertos por rejeito possuem mais abelhas do que as matas preservadas.
Entenda em 1 minutoAbelhas em áreas afetadas
Infográfico: Clarim BH
Monitoramento em Brumadinho
- Espécies encontradas: Jataí, mandaçaia, manduri, mandaguari e uruçu.
- Área em recuperação: Cerca de 250 hectares com aproximadamente 290 mil mudas plantadas.
- Regra local: O manejo segue a lei municipal de 2017 que protege as abelhas nativas.
Dados da pesquisa em Mariana
- Total de abelhas: O levantamento reuniu 10.721 insetos distribuídos em 88 espécies.
- Média por ponto: Áreas com rejeito registraram média de 197 exemplares, contra 160 nas matas preservadas.
- Espécies generalistas: Insetos que comem diferentes tipos de plantas dominam os locais degradados por terem maior adaptação.
Com informações do Estado de Minas.

