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TRABALHO ESCRAVO

Trabalhou 57 anos sem salário em Minas Gerais e Justiça manda indenizar

Justiça do Trabalho manda pagar direitos e indenização a vítima que começou a laborar aos 12 anos em Joaíma.

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Trabalhou 57 anos sem salário em Minas Gerais e Justiça manda indenizar

Foto: Redes Sociais/ Reprodução

Uma mulher que passou 57 anos prestando serviços para um grupo familiar sem receber pagamento teve a condição de trabalho análogo à escravidão reconhecida pela Justiça. A decisão determinou o pagamento de salários e direitos atrasados, além de indenizações financeiras. O caso aconteceu no município de Joaíma, situado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.

A trabalhadora iniciou as atividades com 12 anos em uma residência localizada no município de Teófilo Otoni e depois retornou para a cidade onde nasceu. De acordo com o processo, ela acumulou tarefas de empregada doméstica, cuidadora de idosa e gerente de hotel, sem receber férias, décimo terceiro salário ou depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, conhecido como FGTS. A saída do local ocorreu no mês de janeiro de 2025, após a recusa dos empregadores em assinar a carteira de trabalho.

Entenda em 1 minutoO que a Justiça determinou

57 anosPeríodo de trabalho sem salário entre 1968 e janeiro de 2025
R$ 65 milValor total das indenizações por danos morais e existenciais
12 anosIdade em que a vítima começou a prestar serviços à família
TSTTribunal onde o processo pode tramitar após nova análise

Infográfico: Clarim BH

Valores e direitos

  • Período reconhecido: Vínculo empregatício determinado entre 1968 e janeiro de 2025.
  • Indenizações: Condenação ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais e R$ 50 mil por danos existenciais.
  • Direitos garantidos: Salários, férias, décimo terceiro, fundo de garantia, aviso-prévio e multa rescisória.

Defesa e andamento

  • Argumento da família: Familiares alegaram que a mulher havia sido acolhida por bondade e que não existia relação de emprego.
  • Rejeição: Desembargadores rejeitaram os argumentos e apontaram que a exploração começou na infância.
  • Próximo passo: O processo aguarda análise de recurso para possível envio ao Tribunal Superior do Trabalho, conhecido como TST.

Com informações do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais.

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