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EDUCAÇÃO

Escola de Madre Gertrudes perde mais da metade dos alunos após fechar turno diurno

Diretor e professores denunciam evasão e pedem volta das aulas de dia; comissão da ALMG visita a unidade

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Escola de Madre Gertrudes perde mais da metade dos alunos após fechar turno diurno

Imagem ilustrativa. Foto: Rebecca Campbell/Unsplash

A Escola Estadual Geraldo Jardim Linhares, no bairro Madre Gertrudes, está com quase metade dos alunos a menos depois que o turno diurno foi fechado. A visita da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais aconteceu na noite de 19/10/26.

Desde 2019 a escola tem visto a matrícula cair. Em 2019 eram 832 alunos e ficaram 519. Em 2023, de 841 matriculados, apenas 417 permaneceram. Hoje há 45 alunos no integral diurno e 102 no noturno ou na Educação de Jovens e Adultos, segundo o diretor Mauro Sérgio da Silva.

Entenda em 1 minutoEvasão na Escola Geraldo Jardim Linhares

2019832 matriculados, 519 ao final do ano
2023841 matriculados, 417 ao final do ano
Hoje45 diurno, 102 noturno/EJA
60 anosAniversário da escola
Madre GertrudesBairro onde a escola está localizada

Infográfico: Clarim BH, com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Queda no número de alunos

  • 2019: 832 matriculados, 519 ao final do ano.
  • 2023: 841 matriculados, 417 ao final do ano.
  • Hoje: 45 no integral diurno, 102 no noturno/EJA.

Turno diurno fechado

O fechamento do ensino médio regular diurno foi decidido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) sem consulta à comunidade, segundo a comissão. O diretor explicou que muitos alunos trabalham como menores aprendizes e não podem estudar só à noite.

Reação da comunidade

  • Diretor Mauro Sérgio da Silva: “Muitos de nossos alunos são arrimo de família e trabalham, por isso, ter o ensino médio só integral e de dia não atende a comunidade”.
  • Professora Tânia Bertolino: “O fim das turmas regulares sem ouvir a comunidade é parte de uma estratégia de esvaziamento das escolas periféricas”.
  • Deputada Beatriz Cerqueira (PT): “Vemos aqui uma exclusão social, econômica e de gênero e ela será levada à Defensoria Pública e ao Ministério Público”.

Com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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