Maioria da população de MG não tem acesso a cuidados paliativos, diz ALMG
Participantes de audiência pública na Assembleia Legislativa apontam que o atendimento ainda é privilégio para quem tem dinheiro.
A discussão sobre cuidados paliativos ocorreu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Foto: Daniel Protzner
A maioria da população mineira ainda não tem acesso a serviços de cuidados paliativos para garantir o direito de adoecer ou morrer com dignidade. O alerta foi feito nesta quinta-feira durante uma audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a ALMG.
Segundo a Lei estadual 23.938 de 2021, os cuidados paliativos servem para melhorar a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameaçam a vida. De acordo com o enfermeiro Alexandre Ernesto Silva, a política da área envolve a oferta de remédios para dor, a capacitação de profissionais e a criação de equipes específicas, mas o modelo atual privilegia hospitais e exclui pessoas pobres.
Entenda em 1 minutoDados sobre cuidados paliativos
Infográfico: Clarim BH, com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Críticas e impacto nas famílias
- Ranking internacional: A professora Maria Aparecida Camargos Bicalho, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), lembrou que o Brasil ocupa a 42ª posição no ranking de qualidade da morte da revista The Economist.
- Sobrecarga: A professora também destacou que 95% do cuidado de quem está morrendo é feito por familiares e pela comunidade, recaindo principalmente sobre as mulheres que perdem renda e adoecem.
- Manifesto: Mônica Bessa Reis, presidente da Comissão Minas contra o Câncer, cobrou a implementação efetiva da política estadual e assistência humanizada.
Posição do Estado
- Ações municipais: A diretora de Atenção Hospitalar de Urgência e Emergência, Rosana de Vasconcelos Parra, admitiu que a Secretaria de Estado de Saúde ainda não habilitou equipes formais, mas tenta sensibilizar as prefeituras.
- Atendimento domiciliar: Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 100 municípios mineiros contam com o serviço de atenção domiciliar financiado com recursos estaduais e federais para evitar internações hospitalares.
Com informações de Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



